Análise: Vasco de Carille entrega posse de bola e ideias promissoras na estreia do time principal
Meio de campo formado por Tchê Tchê, Jair, Paulinho, Coutinho e Alex Teixeira conduz boa atuação na vitória em Manaus, embora time ainda precise apresentar mais soluções perto da área
Vasco 2 x 0 Madureira | Melhores momentos | 4ª rodada | Campeonato Carioca 2025
Foi só o primeiro jogo do time principal na temporada 2025, mas o Vasco de Fábio Carille entregou muita posse de bola e apresentou algumas ideias promissoras na vitória por 2 a 0 sobre o Madureira nesta quinta-feira, em Manaus. E o mais importante: venceu a primeira no Campeonato Carioca.
Dos 90 minutos da partida disputada na Arena Amazônia, provavelmente só os primeiros 55 ou 60 são dignos de análise. Daí para frente, o time sentiu a falta de ritmo natural do início de temporada e dosou o ímpeto. O gol de Vegetti no último lance selou a vitória de uma equipe que foi superior, mas que não criou tantas chances quanto o domínio sugere.
Nas primeiras semanas de trabalho, Carille prometeu um Vasco com posse de bola e compacto em campo, além da conhecida segurança defensiva que é característica dos seus trabalhos. E o time entregou tudo isso no primeiro jogo sob seu comando, mas ajustes terão que ser feitos.
O principal deles: a equipe encontrou poucas soluções perto da área e precisa saber o que fazer no último terço do campo. Também faltaram jogadas de velocidade pelas pontas, o que explica a baixa produtividade de Vegetti.
Os primeiros 45 minutos do Vasco sob o comando de Fábio Carille entregaram exatamente o que o treinador havia prometido: muita posse de bola, movimentação, tentativas de triangulação e troca de passes. O quinteto formado por Tchê Tchê, Jair, Paulinho, Coutinho e Alex Teixeira colocou o meio de campo do Madureira na roda na Arena da Amazônia e conduziu a atuação superior da equipe no primeiro tempo.
O Madureira demorou muito para começar a ter a bola. Nos primeiros minutos, o Vasco chegou a bater mais de 80% de posse. Depois caiu para cerca de 70% e, no fim, foi para o intervalo com 64% contra 36%. Mas ainda faltam solução no momento em que a equipe está no último terço. Em grande parte dos lances, o time acabou buscando os lados (seja com Piton, Tchê Tchê, Paulinho, Alex Teixeira…) e tentou o cruzamento. Vegetti foi muito pouco acionado e mal tocou na bola.
O lado bom é que a defesa sofreu pouquíssimo. O Madureira incomodou com investidas de Wallace pelo lado esquerdo (méritos de Paulo Henrique e João Victor, que fecharam o setor) e um chute de Marcelo de longa distância. E só.
No segundo tempo, o Vasco cansou rápido e não conseguiu repetir o ímpeto. Como Tchê Tchê e Paulinho sentiram bastante a falta de ritmo, o Madureira passou a ganhar campo – Paulinho saiu aos 19 minutos para a entrada, mas o camisa 3 ficou até quase o fim da partida.
Payet entrou no lugar de Coutinho e teve boa atuação em Manaus, mesmo com o pouco tempo em campo. Participou da criação de ao menos três lances perigosos. Em um deles, entregou na boa para Maxime Domínguez, mas o suíço finalizou fraco e torto para o gol. Puma, por sua vez, aproveitou melhor os minutos escassos: foi dele o cruzamento na medida para Vegetti marcar de cabeça no último lance da partida e assegurar a primeira vitória do Vasco no Carioca 2025.


