No Dia da Visibilidade Trans, vamos conhecer o coletivo que tem lutado incansavelmente pelos direitos das pessoas transexuais em Divinópolis. Com mais de 30 integrantes atuantes na cidade, o grupo realiza diversos projetos e batalha pelos direitos da comunidade LGBTQIA+. Nesta quarta-feira (29) é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans.
Uma foto divulgada nas redes sociais apresenta, da esquerda para a direita, Cadu, Roberta, Vitória, Philipe, Pedrinho e Felipe Liam, representantes engajados no coletivo. O Dia Nacional da Visibilidade Trans, marcado para esta quarta, reitera a importância da luta por direitos e respeito às pessoas transexuais. As ações do Coletivo Trans de Divinópolis refletem esse compromisso constante.
Felipe Liam Eloi Constantino, presidente do coletivo e um dos seus fundadores, partilhou com o DE detalhes sobre a origem e objetivo desse projeto que teve seu início em 2018. Segundo ele, a ideia principal do coletivo é promover a visibilidade e fortalecer os laços entre as pessoas trans em Divinópolis, além de promover eventos e projetos culturais direcionados a esse público.
Para fomentar a troca de ideias e planejar ações em prol da comunidade LGBTQIA+, o Coletivo mantém um grupo no WhatsApp, no qual 32 pessoas participam ativamente. A interação presencial ocorre pelo menos uma vez por mês, fortalecendo os laços e a união do grupo em torno de suas causas.
Durante o ano de 2024, o Coletivo realizou uma série de ações voltadas para ressaltar a importância do movimento na sociedade, especialmente através da promoção de eventos culturais para o público LGBTQIA+. Destaque para o evento Vale Tudo, primeira festa realizada em parceria com coletivos negros e culturais da cidade, que aconteceu no Dia da Visibilidade LGBTQIAP+.
Além de suas ações culturais, o Coletivo tem como foco a saúde e bem-estar das pessoas trans e suas famílias. Buscando criar um ambiente acolhedor para fortalecer a saúde mental e emocional, o grupo visa à implementação de uma rede de saúde específica para atender às demandas emergenciais, especialmente daqueles em processo de transição de gênero. A necessidade de um Ambulatório Trans, com profissionais especializados em atendimento médico e terapêutico, é uma das prioridades indicadas por Felipe, ressaltando a importância da terapia hormonal para as pessoas trans.
Por fim, é fundamental apoiar e reconhecer o trabalho desses coletivos que lutam diariamente por direitos e igualdade. A luta da comunidade trans é uma jornada constante, que demanda apoio, respeito e visibilidade. O Dia Nacional da Visibilidade Trans nos convida a refletir e agir em prol de uma sociedade mais justa e inclusiva para todos.


