O sargento DE Polícia Militar Kelvynton de Oliveira Vale, de 48 anos, que morreu na manhã desta sexta-feira (11) após ser baleado durante uma operação do 41º BPM (Irajá), no Morro do Trem, em Vila Kosmos ficou conhecido por um ato de bravura em abril de 2020. Durante uma operação na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, ele socorreu um colega ferido, carregando o policial nas costas até um local seguro. O gesto lhe rendeu uma promoção a sargento.
Amigos e companheiros de batalhão descreveram o sargento como um policial experiente, comprometido e respeitado pela tropa. Após ser baleado nesta sexta, Kelvynton foi socorrido pelos próprios colegas ao Hospital Getúlio Vargas, mas já chegou à unidade sem vida. De acordo a Polícia Militar, a ação tinha como objetivo recuperar veículos roubados e clonados, cumprir mandados de prisão e retirar barricadas impostas por traficantes. Durante a operação, houve confronto com criminosos armados.
O sargento Kelvynton estava há 24 anos na corporação e deixa um filho. Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte do agente e destacou sua trajetória profissional. Em publicações nas redes sociais, o policial chegou a compartilhar a recuperação de sua décima cicatriz de guerra, provocada por estilhaços de armas de fogo, e dizia que, apesar dos ferimentos, continuaria atuando nas ruas.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) segue investigando o caso. RE é ferido em operação na Vila Aliança. “Essa madrugada fui ferido por estilhaços de tiros de fuzis, será a décima cicatriz proveniente de tiros, mas nada muda porque ainda continuo no jogo. NEM UM PASSO SERÁ DADO PARA TRÁS!!!!”


