Prisão de quadrilha de traficantes em Guarulhos: caso de brasileiras presas injustamente na Alemanha

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A Polícia Federal prendeu o último integrante de uma quadrilha de traficantes que estava foragido e atuava no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, trocando etiquetas de malas e levando brasileiras à prisão por engano. Duas brasileiras, Kátyna Baía e Jeanne Paollini, ficaram detidas na Alemanha por 38 dias, mesmo após a Polícia Federal comprovar a inocência delas. Os criminosos colocaram etiquetas das malas das brasileiras em bagagens contendo 40 kg de cocaína.

A operação Last Call foi realizada pela Polícia Federal na terça-feira (22) com o objetivo de desarticular a quadrilha de tráfico de drogas que atuava no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O último membro do bando foi encontrado em um condomínio de luxo em Guarulhos, onde os policiais apreenderam uma grande quantidade de dinheiro vivo. A investigação estava em andamento nos últimos seis meses para capturar o foragido.

Em agosto de 2024, a Justiça de São Paulo condenou seis pessoas envolvidas no esquema de tráfico de drogas que trocou as etiquetas de malas de brasileiras presas com cocaína na Alemanha. As condenações incluem crimes como tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas variando de 7 a 39 anos de prisão. O casal Kátyna Baía e Jeanne Paollini, que mora em Goiânia, foi preso na Alemanha por 38 dias devido à troca das etiquetas de suas malas.

A decisão do juiz Marcio Augusto de Melo Matos, da 6ª Vara da Justiça Federal de Guarulhos, apontou que os principais chefes do grupo receberam as penas mais altas pelo tráfico de drogas e associação para o tráfico. A investigação revelou que eles eram responsáveis pela compra da droga enviada à Europa e coordenavam toda a logística do esquema no aeroporto. Outros réus também foram condenados por participação nas atividades criminosas da quadrilha.

Os criminosos encontravam-se em prestadoras de serviços no aeroporto de Guarulhos e eram responsáveis por aliciar colegas para executarem tarefas no esquema de tráfico. Após desvendar o caso das brasileiras presas injustamente na Alemanha, a Polícia Federal descobriu outros crimes semelhantes cometidos pelo grupo, incluindo envios de cocaína para a Europa em malas com etiquetas trocadas, apreendidas em Lisboa e Paris.

A prisão injusta das brasileiras Jeanne Paolline e Kátyna Baía na Alemanha levou a uma operação da Polícia Federal para esclarecer o caso. A investigação revelou que as malas com droga despachadas por elas em Goiânia foram adulteradas no Aeroporto de Guarulhos. As etiquetas das malas foram trocadas no aeroporto, sem que as vítimas percebessem, resultando na prisão injusta no exterior. A Polícia Federal continuará investigando o caso para garantir a justiça aos envolvidos.

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