Aliado de Waguinho no comando dos portos do Rio gera polêmica e questionamentos

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Waguinho emplaca aliado no comando dos portos do Rio após pressão do setor privado

A nomeação de Flávio Silveira, indicado pelo ex-prefeito de Belford Roxo, vai de encontro aos interesses do setor de infraestrutura e acontece mesmo diante de um pedido de inelegibilidade contra o padrinho político.

O ex-prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, conhecido como Waguinho, conseguiu emplacar seu aliado Flávio Silveira como presidente da PortosRio, responsável pela gestão dos portos públicos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói, Angra dos Reis e do Forno.

Flávio, que já ocupou os cargos de secretário da Saúde e da Casa Civil em Belford Roxo, terá a responsabilidade de administrar os portos que movimentam cerca de R$ 55 bilhões anualmente com importações e exportações.

Em maio, foi divulgado em um blog que a intenção do presidente de colocar Waguinho no comando dos portos do Rio gerou protestos no setor privado de infraestrutura, considerando a indicação ilegal publicamente e nos bastidores, como algo incomum.

No final de 2024, o Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro solicitou a inelegibilidade de Waguinho por suspeitas de abuso de poder, lembrando que ele é um aliado próximo de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Ao longo do mesmo mês, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do mesmo partido de Waguinho, enfrentava resistência de setores do PT fluminense, apesar da simpatia de Lula pela ideia de nomear Waguinho para o cargo.

Essa nomeação causou controvérsias e levantou questionamentos sobre os critérios utilizados para escolher o presidente da PortosRio, principalmente diante do contexto político e das acusações de irregularidades envolvendo Waguinho.

A indicação de Flávio Silveira como presidente dos portos do Rio sob a influência de Waguinho destaca as complexidades da política e dos interesses privados nas decisões governamentais, evidenciando a importância de transparência e ética na gestão pública.

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