Justiça decide futuro de acusados pela morte de delator do PCC em Guarulhos

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A Justiça começou a decidir se quatro réus acusados pela morte de Vinicius Gritzbach, em um caso que envolve mandantes e policiais militares, devem ser julgados pelo assassinato do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). A primeira audiência do caso aconteceu nesta segunda-feira (28) em Guarulhos e se espera que não seja concluída no mesmo dia.

Entre os réus estão Diego dos Santos Amaral, conhecido como “Didi”, apontado como mandante do crime contra Gritzbach e integrante do PCC, que está foragido. Além disso, Fernando Genauro da Silva, tenente da Polícia Militar (PM), é acusado de dirigir o veículo usado na fuga dos atiradores que mataram o delator do PCC. Também são réus Denis Antonio Martins, cabo da PM, e Ruan Silva Rodrigues, soldado da corporação, ambos presos.

Outros dois réus, Emílio Carlos Gongorra Castilho, traficante ligado ao PCC e Comando Vermelho, e Kauê do Amaral Coelho, apontado como o “olheiro” do PCC no caso, ainda não constituíram defesa, suspensão temporária do processo contra eles. O caso ganhou destaque pela participação de policiais com facções criminosas, como apontou a investigação.

A investigação apontou que a morte de Gritzbach foi encomendada por criminosos ligados ao PCC e CV como forma de vingança e motivada por um desfalque financeiro nas operações dos criminosos. O empresário era conhecido por enriquecer lavando dinheiro do tráfico de drogas por meio da compra de imóveis e criptomoedas.

Além dos réus diretamente envolvidos no crime, mais de 40 pessoas são investigadas pelas autoridades, sendo 34 presas. O caso revelou o envolvimento de 27 policiais de São Paulo com facções criminosas, resultando em investigações em diferentes frentes para esclarecer a ligação entre os agentes e os grupos criminosos. O processo segue em andamento e o g1 não conseguiu localizar as defesas dos acusados para comentar o caso.

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