Menino que sobreviveu a incêndio em apartamento provocado pela irmã respira sem
aparelhos no litoral de São Paulo
Criança de dois anos segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
pediátrica do Hospital Santo Amaro (HSA), em Guarujá (São Paulo).
Adolescente de 14 anos incendeia apartamento e mata a irmã de 11 meses
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Adolescente de 14 anos incendeia apartamento e mata a irmã de 11 meses
O menino de dois anos que sobreviveu ao incêndio provocado pela irmã, de 14, no
apartamento onde moravam
[https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2025/07/18/policia-conclui-que-adolescente-nao-teve-ajuda-para-incendiar-apartamento-e-matar-irma-de-11-meses.ghtml]
em Guarujá [https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/cidade/guaruja/], no litoral
de São Paulo, passou a respirar sem a ajuda de aparelhos, mas segue internado na
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica de um hospital na cidade.
O caso ocorreu no dia 14 de julho, em um conjunto habitacional localizado no
bairro Cantagalo. A menina de 14 anos foi apreendida, e a irmã deles, de apenas
11 meses, morreu no local.
Além dos dois bebês, que estavam no apartamento, uma outra irmã, de 5 anos,
estava na área comum do conjunto habitacional. Segundo o delegado Glaucus
Vinicius Silva, a menor apreendida disse que não fez nada de mal porque ela
[https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2025/07/16/menina-que-matou-bebe-apos-incendiar-apartamento-no-litoral-de-sp-poupou-irma-por-nao-dar-trabalho-diz-policia.ghtml]”não
dava trabalho”, ao contrário dos demais.
[https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2025/07/16/menina-que-matou-bebe-apos-incendiar-apartamento-no-litoral-de-sp-poupou-irma-por-nao-dar-trabalho-diz-policia.ghtml]
Conforme apurado pelo DE junto ao Hospital Santo Amaro (HSA), nesta terça-feira
(29), o menino de dois anos foi extubado e segue internado em estado estável na
UTI pediátrica da unidade de saúde.
Conforme apurado pela equipe de reportagem, a investigação concluiu que a menor
é a única responsável
[https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2025/07/18/policia-conclui-que-adolescente-nao-teve-ajuda-para-incendiar-apartamento-e-matar-irma-de-11-meses.ghtml]porque
houve prova da materialidade e indício de autoria do incêndio. Segundo a Polícia
Civil, a adolescente agiu sem auxílio intelectual ou material por parte de
qualquer outra pessoa, ou seja, ninguém ajudou ou instigou a jovem a atear fogo
no apartamento.
O caso foi registrado como homicídio e tentativa de homicídio pela Delegacia de
Guarujá. Em depoimento à polícia, a menina disse que não queria mais cuidar dos
irmãos
[https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2025/07/15/menina-que-incendiou-apartamento-e-matou-irma-de-11-meses-diz-a-policia-que-nao-queria-cuidar-dos-bebes.ghtml],
levou tapas da mãe antes do crime e pesquisou na internet quanto tempo levaria
para explodir um botijão de gás.
As declarações não mudaram a investigação da polícia, pois elas não interferem
na prática do ato infracional e nas medidas socioeducativas aplicadas à
adolescente, já que não há justificativa para a ação.
Sendo assim, a competência da Polícia Civil se encerrou e a autoridade policial
deve encaminhar as informações da ocorrência ao Ministério Público.
O MP vai avaliar se oferece a chamada representação (equivalente à denúncia no
caso de maiores de 18 anos) ou se haverá arquivamento ou remissão (extinção) do
processo. Oferecida representação, a Justiça decidirá se aplicará medida
socioeducativa.
VÍDEO
Um vídeo feito após o crime, obtido pela TV Tribuna, afiliada da Globo, mostra o
cenário de destruição dentro do apartamento.
[https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2025/07/15/video-mostra-apartamento-incendiado-por-menina-que-matou-irma-de-11-meses-em-guaruja-sp.ghtml]
É possível ver um colchão e paredes cobertos por marcas pretas do fogo, além de
fuligem [resíduo gerado pela combustão] espalhada por todo o chão.
Nas imagens, aparecem dois quartos, a sala, o banheiro e a cozinha do imóvel,
além de diversos pertences da família, como caixas de papelão, sacolas e roupas
espalhados pelo chão.
Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, o delegado Glaucus Vinicius Silva
classificou o caso como “aterrorizante” e “sombrio”.
“Ela chegou a relatar, de uma maneira muito tranquila, falando até baixo e
olhando nos meus olhos. Falou que já não aguentava mais ficar cuidando dos
irmãos e queria se ver livre daquilo”, disse Glaucus.
Em nota, a Prefeitura de Guarujá lamentou o ocorrido e se solidarizou com os
familiares das vítimas.
“Por determinação do prefeito Farid Madi, as secretarias de Saúde (Sesau),
Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas) e Fundo Social de Solidariedade
estão monitorando o caso, colocando-se à disposição do que for necessário”,
acrescentou a administração municipal.
Por fim, a prefeitura disse que casos dessa natureza reforçam o compromisso da
atual gestão na “expansão do programa de saúde mental para as famílias e para as
crianças”.


