Décio Otero, histórico bailarino brasileiro e fundador do Ballet Stagium, faleceu aos 92 anos. Natural de Ubá, Minas Gerais, nascido em 15 de julho de 1933, Otero iniciou sua jornada na dança aos 17 anos em Belo Horizonte, no ano de 1951. O renomado bailarino e coreógrafo deixa um legado de mais de 100 coreografias próprias para a história da dança no Brasil.
O grupo Ballet Stagium comunicou a partida de Décio Otero através das redes sociais, informando que ele faleceu por volta das 22h50 em São Paulo. O anúncio foi marcado por palavras de pesar e homenagens ao trabalho e à vida do bailarino. Otero era uma figura icônica no cenário da dança brasileira, tendo fundado o Ballet Stagium e contribuído significativamente para a arte no país.
O portal Mud, especializado em dança, descreveu Décio Otero como alguém que transformou a dança em um gesto político, poético e coletivo, atravessando mais de sete décadas de trajetória artística. Seu legado permanece vivo no corpo da dança brasileira e nas memórias daqueles que foram impactados por sua arte e ensinamentos ao longo dos anos.
A carreira de Décio Otero foi marcada por passagens em importantes companhias de dança, tanto no Brasil quanto no exterior. Ele atuou ao lado de renomados bailarinos, como Maryla Gremo, Eugênia Feodorova e Dalal Achcar, consolidando sua reputação como um dos principais nomes do balé nacional. Além disso, sua parceria com Marika Gidali resultou na fundação do Ballet Stagium e na criação de mais de 100 obras para a companhia.
Ao longo de sua trajetória, Décio Otero foi reconhecido com diversos prêmios e honrarias, incluindo o Prêmio Governador do Estado de São Paulo e os prêmios APCA. Em 2005, recebeu a distinção da Ordem do Mérito Cultural do Distrito Federal, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura e a arte no país. Otero também foi autor de livros importantes sobre dança, como “As Paixões da Dança” (1999) e “Marika Gidali” (2001).
O legado de Décio Otero permanece vivo não apenas nas obras que criou, mas também nas vidas daqueles que foram inspirados por sua arte e dedicação à dança. Sua passagem deixa um vazio na comunidade artística brasileira, mas seu impacto continuará sendo sentido e celebrado por gerações futuras. Que a memória de Décio Otero seja preservada e sua contribuição à dança brasileira, eternizada.


