Mais de três anos após chegada, girafas trazidas da África seguem sem destino definido no Brasil. Quatorze animais continuam em resort de Mangaratiba sob cuidados humanos. O Ibama prepara um relatório técnico para decidir o futuro das girafas, após tentativa de repatriação fracassar.
Os espécimes sobreviventes do grupo de girafas trazido da África para o Rio ainda não têm um destino definido. Três anos se passaram e os animais permanecem num resort à espera de uma definição. O Ibama está preparando um relatório técnico que apontará caminhos para o futuro das girafas.
Três animais acabaram falecendo durante um período de quarentena em Mangaratiba, após a longa viagem de avião. As autoridades policiais e ambientais estão investigando a situação das girafas. Elas foram importadas do continente africano pelo BioParque, sendo levadas para um resort em Mangaratiba, o que levantou suspeitas de irregularidades na operação.
Das dezoito girafas que chegaram ao Brasil, quatro já faleceram. As restantes continuam no resort aguardando definição pelo Ibama. Há a possibilidade de repatriação das girafas para a África, mas a Giraffe Conservation apontou que elas estão grandes demais para serem transportadas com segurança de volta ao continente. Por isso, o Ibama procura destinos confiáveis para as girafas no Brasil.
Os técnicos do Ibama estiveram em Mangaratiba para verificar a situação das girafas no resort, onde foram separadas por sexo e avaliadas quanto à possibilidade de deslocamento. O relatório final do Ibama, que deverá ficar pronto até o final de agosto, irá determinar o destino dos animais, procurando garantir o melhor futuro possível para eles.
O BioParque do Rio teve a guarda legal das girafas retirada pela decisão do Ibama. A empresa aguarda uma definição sobre o destino dos animais, mantendo uma equipe técnica dedicada aos cuidados e bem-estar das girafas. A busca por uma vida digna e saudável para as girafas continua, visando oferecer o melhor ambiente possível para esses animais preciosos.


