Capital Moto Week: mulheres empreendedoras conquistam espaço no festival
Lady Bikers é um espaço exclusivo de arte, empreendedorismo e enfrentamento à violência contra a mulher. Criado em 2009, surgiu quando o público do festival ainda era majoritariamente masculino.
O Espaço Lady Bikers reúne empreendedoras e celebra o protagonismo feminino no Capital Moto We. Rita Lee, Pink, Pitty: mulheres potentes que inspiram e também estampam a entrada de um espaço feito por e para o público feminino no De, em Brasília. O Espaço Lady Bikers foi criado em 2009, quando o público do De era majoritariamente masculino.
Hoje, o espaço conta com 17 estandes liderados por mulheres, instalados na avenida principal do evento, com um grande fluxo de visitantes. A proposta une empreendedorismo, arte e o enfrentamento à violência contra a mulher e foi idealizada por Juliana Jacinto.
“A gente queria muito um espaço em que as mulheres pudessem consumir e se entreter. Daí, nada melhor do que unir as empreendedoras do DF, trazer para cá e construir esse local com arte e cultura”, explica Juliana.
A iniciativa é promovida pelo Sebrae no Distrito Federal, que oferece apoio institucional, visibilidade na programação oficial e subsídio de 50% no valor dos estandes. Os segmentos contemplados incluem vestuário, beleza, decoração, tatuagem, artesanato e outros ligados à economia criativa.
A tatuadora Marcella Bax sempre foi fã do festival. Antes, ela ia como visitante com o namorado e os amigos. Neste ano, resolveu empreender e marcar a história na pele das pessoas.
“Estamos tatuando pessoas de fora do Brasil. A galera está conhecendo nosso trabalho e já está querendo marcar tatuagem pro ano que vem quando voltar. Realmente é uma troca sensacional”, conta Marcella.
Já Mariângela Neves, funcionária pública, está no evento pela quarta vez com um estande de decoração com temática rock. Para se dedicar inteiramente ao MotoWeek, ela tira férias do trabalho.
“Quando fui montar meu apartamento, tive dificuldade de encontrar alguns artigos com a minha identidade, de rock. Nessa pegada, comecei a adquirir os produtos e transformei isso num negócio”, conta.
Nas pistas e nas estradas, as mulheres também ocupam espaço. O motogrupo Mulher e Moto existe há dez anos e tem cerca de 300 integrantes. A motociclista Tábata Lobo Mariano comprou a moto depois de ser assaltada. Para não andar sozinha, criou o grupo e a amizade se formou.
“É sempre muito bom, alegria garantida. Compartilhar os momentos que estamos vivendo com a moto também. É um estilo de vida muito bom”, diz Tábata.
No De, elas mostram que a velha premissa continua atual: lugar de mulher é onde ela quiser. E, por lá, elas estão exatamente onde querem.


