Allan admite ter duvidado de futuro no Botafogo por pouco espaço no início de 2025: “Fiquei mais para baixo”
Após ganhar maior sequência com Paiva, volante se consolida como referência no início do trabalho de Davide. Jogador ajudou a convencer italiano a fechar com o Alvinegro: “Falei: ‘pode vir'”
Um ponto de referência para Davide Ancelotti, um líder dentro e fora de campo e um volante que, aos 34 anos, vem conquistando mais espaço. Este é o cenário atual da carreira de Allan no Botafogo – o oposto do panorama visto há alguns meses, quando, sem espaço, o volante chegou a duvidar de seu futuro no Alvinegro. Uma conversa com um diretor ajudou a acalmar os ânimos e desenrolar a trajetória até aqui.
Allan revela conversa com diretor sobre futuro e volta por cima no Botafogo
Allan revela conversa com diretor sobre futuro e volta por cima no Botafogo
— Não vou mentir não. Houve um momento em que eu fiquei um pouco mais para baixo. Nunca externei isso, acho que todas as vezes em que estive dentro de campo eu tentei dar o meu máximo. Mas houve um momento em que eu acabei conversando com o Alê (Alessandro Brito, diretor de gestão esportiva), a gente bateu um papo bem aberto — disse Allan, em entrevista exclusiva ao ge.globo, acrescentando:
— Surgiram algumas coisas, mas acabaram não dando certo. Fiquei com a cabeça boa, continuei dando meu máximo. Agora, graças a Deus tenho tido mais oportunidades de mostrar meu trabalho, uma continuidade maior. Isso está sendo bem importante. Espero continuar, daqui para frente, melhorando cada vez mais.
+ Grupo de Marinakis dá apoio financeiro a Textor na proposta de recompra das ações do Botafogo
1 de 2 Allan, volante do Botafogo, em entrevista ao ge — Foto: Bárbara Mendonça
Allan, volante do Botafogo, em entrevista ao ge — Foto: Bárbara Mendonça
Allan participou por poucos minutos da estreia do time principal do Botafogo na temporada, contra o Fluminense, em 29 de janeiro. Teve atuações pontuais, mas só começou mesmo a ganhar em sequência no fim de abril, à época sob o comando do português Renato Paiva.
O volante foi, inclusive, a grande surpresa da escalação – e um dos melhores em campo – na vitória épica sobre o Paris Saint-Germain, na Copa do Mundo de Clubes.
Já são 21 jogos em 2025, quatro a mais do que na última temporada.
Com Davide Ancelotti, foram dois jogos como titular e dois saindo do banco; Allan só se ausentou da partida contra o Sport, quando foi poupado por sobrecarga muscular. Com Newton, que tem sido outra opção para formar a dupla de volantes com Marlon Freitas, a relação não é apenas de concorrência, mas também de companheirismo e conselhos.
— Os anos servem para alguma coisa, para dar um pouco de experiência. Sempre que a gente pode, não só com o Newton, a gente – Marlon, Alex, Marçal – tenta fazer com que a adaptação dos mais jovens e dos que chegam seja um pouco mais fácil para eles. Tentamos ajudar dentro e fora de campo, dando alguns conselhos.
+ Justiça do Rio congela ações da Eagle, mantém Textor no Botafogo e aponta dívida de R$ 152 milhões
Allan fala sobre revezamento de volantes no Botafogo e conselhos a Newton
Allan fala sobre revezamento de volantes no Botafogo e conselhos a Newton
— Conhecendo um pouco o Davide e o modo que o pai (Carlo Ancelotti) trabalhava, é a mesma escola, os dois têm esse hábito de revezar um pouco mais os jogadores. Acho que no Brasil a gente não está muito preparado para isso. Você vê que no futebol europeu eles têm esse costume de revezar até pela quantidade de jogos, pelas viagens. Acaba sendo uma coisa normal.
A relação de Allan com a família Ancelotti foi um trunfo em favor do Botafogo na negociação com Davide. O jogador, que já havia sido comandado por Carlo no Napoli (Itália) e no Everton (Inglaterra), prometeu a Davide que encontraria uma “família” no Rio de Janeiro. A troca de mensagens ajudou a convencer o treinador italiano a fechar com o Alvinegro.
— O Davide me mandou mensagem perguntando como era o ambiente do Botafogo, o que eu achava. Falei: “Davide, pode vir que aqui tem uma família te esperando, uma estrutura que não para de crescer. Pode vir que você vai ser muito feliz aqui, é o momento certo para você iniciar sua carreira como treinador. É o lugar certo, tem um grupo de braços abertos te esperando” — completou Allan.
+ ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Botafogo no WhatsApp
2 de 2 Allan em Botafogo x Bragantino, pela Copa do Brasil — Foto: Vitor Silva/BFR
Allan em Botafogo x Bragantino, pela Copa do Brasil — Foto: Vitor Silva/BFR
O restante da entrevista com Allan será veiculado na próxima semana no programa Globo Esporte e no ge.globo. Mas, antes, veja outros tópicos conversados com o volante.
Ajudou Davide a superar a barreira linguística no Botafogo?
— Ele chegou já dominando o português (risos), um cara bem fluente. Os assistentes ainda têm dificuldade, estão aprendendo, mas a gente sempre tenta dar uma ajudinha no dia a dia. Mas acho que estão bem preparados, não só o Davide como o seu estafe, para que façam um grande trabalho no Botafogo.
Concorrência entre os volantes
— Sem dúvida. A gente tem quatro jogadores (opções de volantes) mais o Huguinho, que é um menino da base muito interessante. Tomara que no futuro próximo ele possa ter oportunidades como a gente vem tendo. É uma competição boa e sadia, e quem ganha com isso é o Botafogo. Espero que a gente possa dar conta do recado quando estivermos em campo: Allan, Marlon, Newton, Danilo que está chegando e é um grandíssimo jogador. Desejar toda a sorte do mundo, que tenha bons números aqui com a gente e possa levar o Botafogo a títulos.
Liderança no elenco e reação efusiva a gol do Atlético de Madrid na Copa do Mundo:


