Brusque é condenado e deve pagar salários atrasados a ex-atacante
O Brusque SAF foi condenado a pagar R$ 150 mil ao atacante Diego Tavares. Atualmente na Ponte Preta, onde já disputou sete partidas da Série C do Campeonato Brasileiro, o jogador deixou o Quadricolor no fim da última temporada, após dois anos no clube. A ação envolve salários atrasados, FGTS, direitos de imagem, férias integrais acrescidas de 1/3 e a premiação pelo acesso à Série B em 2023. Tavares foi peça importante no vice-campeonato da Série C e também no vice do Catarinense de 2024.
Embora a dívida tenha sido contraída ainda na gestão associativa do Brusque, a Justiça entendeu que a SAF configura sucessão empresarial e deve arcar com os débitos deixados pela antiga administração. Esse não é o primeiro caso de litígio envolvendo o clube. Em abril, o volante Rodolfo Potiguar — atleta com mais jogos na história do Brusque (254) — rescindiu unilateralmente seu contrato. Ele havia renovado em dezembro de 2024, com validade até o fim da Série C de 2025, mas decidiu sair após discordar de um termo de quitação exigido pela SAF.
Segundo Potiguar, o clube devia: 13º salário de 2020 a 2024; férias de 2019 até 2024; 50 meses de FGTS (quatro anos e dois meses sem depósitos); seis meses de auxílio-moradia (desde setembro de 2024); quatro meses de salário (desde novembro) e premiação pelo acesso à Série B em 2023. O Brusque afirmou oficialmente que Potiguar foi o único atleta a não aceitar o novo contrato trabalhista. Outro que deixou o clube nesta temporada foi o uruguaio Pollero. Após não aceitar o acordo para a renegociação salarial, acumulou vencimentos atrasados e acabou treinando separado do elenco.
Procurado pelo ge, o Brusque não respondeu sobre o caso de Diego Tavares. A equipe volta a campo na próxima segunda-feira, às 16h (de Brasília), contra o Itabaiana, no estádio Augusto Bauer, pela 15ª rodada da Série C.


