Após Moraes e STF, família Bolsonaro mira ameaças e pressão ao Congresso por anistia a ex-presidente
Eduardo Bolsonaro e familiares têm concentrado seus esforços para persuadir o Senado e a Câmara a articularem uma anistia para Jair Bolsonaro. A estratégia adotada é alegar que o presidente da Câmara, Hugo Motta, está receoso de um confronto com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
No STF, a expectativa é por uma ação vinda da Câmara ou do PGR em relação ao mandato de Eduardo Bolsonaro.
Sem uma saída na Justiça para o pai, Eduardo Bolsonaro e outros membros da família têm se empenhado para que o Senado e a Câmara coordenem uma anistia para Jair Bolsonaro. Eles também almejam uma negociação com o Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar que a corte declare a medida inconstitucional.
A estratégia da família é enfatizar que o presidente da Câmara Hugo Motta está receoso de confrontar o ministro Alexandre de Moraes ao endossar a anistia de Bolsonaro.
Eduardo e Jair Bolsonaro foram vistos juntos em uma cerimônia de aniversário da Rota em São Paulo.
Na semana passada, Eduardo já havia ameaçado Motta e o presidente do Senado, David Alcolumbre, com sanções. O deputado afirmou que eles poderiam ser alvos de medidas por parte do governo dos Estados Unidos, caso não incluam na pauta de votações os projetos de anistia e os pedidos de impeachment de Moraes.
De acordo com investigadores e autoridades consultados pelo blog, a escalada dos ataques e da pressão contra autoridades brasileiras agrava a situação jurídica de Jair Bolsonaro e de Eduardo. Eles asseguram que já dispõem de amplo material para indiciá-lo.
Isso também piora a situação de Bolsonaro, que passaria a responder não apenas pela trama golpista, mas também por tentativa de obstrução.


