Jabuti resgatado de queimadas em Brasília recebe cuidados no HFAUS: tratamento pode durar meses

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Jabuti é o primeiro animal silvestre resgatado de queimadas em Brasília neste ano; ele foi encaminhado para o HFAUS

Bicho é uma espécie terrestre e sofreu queimaduras nas patas e no casco; tratamento do animal pode levar meses e inclui medicações, pomadas e hidratação.

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Distrito Federal realizou, nesta terça-feira (29), o resgate de um jabuti. Ele foi o primeiro animal silvestre resgatado dos incêndios na capital neste ano.

O animal é uma espécie terrestre típica do cerrado e foi resgatado em meio a queimadas no Parque Nacional de Brasília. Ele apresentava queimaduras na pata e na carapaça (o casco).

O jabuti foi encaminhado ao Hospital da Fauna Silvestre (HFAUS) do DF, que realiza atendimento exclusivo a animais silvestres.

Ao DE, o biólogo Thiago Reais, que é responsável pelo HFAUS, explica que o Jabuti está internado e vai realizar uma série de exames com a intenção de verificar seu estado de saúde. Entre eles: Raio-X; Ultrassom; Exame cardiológico.

Ainda de acordo com o especialista, o tratamento do jabuti pode levar meses e inclui medicação (com antibiótico e anti inflamatórios), além de hidratação e uso de pomadas. “Ele chegou aqui desidratado, com queimaduras nas patas e na carapaça. Foi realizada a reidratação e limpeza das queimaduras. Agora ele segue em tratamento”, conta Thiago.

Ainda de acordo com o biólogo, a pele que o animal perdeu será reconstituída através de um processo natural do próprio animal. Essa reconstituição, contudo, pode levar meses. Devido a essas queimaduras, ele também pode perder “placas” do seu casco. Neste caso, elas podem ser substituídas por placas feitas de resina, em uma técnica empregada no HFAUS, enquanto o natural se regenera.

Tamanduá é visto fugindo de incêndio em Brasília. Ainda nesta terça-feira (29), durante incêndio em uma área de vegetação às margens da DF-251, entre Santa Maria e São Sebastião, um tamanduá-bandeira foi visto tentando fugir do fogo.

Durante o período de seca em Brasília, entre os meses de maio e setembro, a incidência de queimadas aumenta e, com isso, o risco aos animais silvestres que vivem em áreas de vegetação.

Os animais, explicam especialistas, são as principais vítimas dessas queimadas, que acabam sendo feridos e até morrendo devido aos incêndios.

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