MC Poze vira réu por tortura e sequestro, mas responderá em liberdade

mc-poze-vira-reu-por-tortura-e-sequestro2C-mas-respondera-em-liberdade

Justiça aceita denúncia contra MC Poze, que vai responder em liberdade por tortura e sequestro de ex-empresário

Poze e outras seis pessoas agora são rés por tortura e extorsão mediante sequestro. Outros três vão responder por falso testemunho.

1 de 3 MC Poze do Rodo virou réu, mas vai responder em liberdade em caso de tortura e extorsão mediante sequestro — Foto: Reprodução

MC Poze do Rodo virou réu, mas vai responder em liberdade em caso de tortura e extorsão mediante sequestro — Foto: Reprodução

A Justiça do Rio aceitou a denúncia contra Marlon Brendon Coelho, o MC Poze. No entanto, o pedido de prisão preventiva feito pelo MPRJ foi indeferido pela Justiça.

Poze e outras seis pessoas agora são rés por tortura e extorsão mediante sequestro. Outros três vão responder por falso testemunho.

As agressões, segundo as investigações da 42ª DP (Recreio), foram cometidas contra o ex-empresário dele, Renato Medeiros. O caso aconteceu em 2023. O MP pediu a prisão preventiva de Poze e outros seis envolvidos.

2 de 3 MC Poze do Rodo — Foto: Divulgação

MC Poze do Rodo — Foto: Divulgação

A defesa do artista, em nota, afirmou que o pedido de prisão “não tem fundamento”. (Veja a íntegra da nota no fim da reportagem).

Segundo a denúncia, Poze e seus amigos atuaram de maneira coordenada para agredir e obrigar Renato a confessar que teria roubado uma joia de Poze, o que nunca ficou comprovado.

3 de 3 Renato Medeiros, com braço enfaixado e ferimentos no rosto, em 2023, quando denunciou seu ex-chefe, o MC Poze do Rodo — Foto: Reprodução

Renato Medeiros, com braço enfaixado e ferimentos no rosto, em 2023, quando denunciou seu ex-chefe, o MC Poze do Rodo — Foto: Reprodução

De acordo com as investigações da 42ª DP (Recreio), Renato foi agredido com socos, chutes, uma arma artesanal feita com madeira e pregos, além de ter sido queimado com cigarros acesos. Na época, Poze negou as acusações e acusou Renato de tê-lo roubado.

Renato contou ao DE que ficou com marcas de cigarro dentro da orelha. Segundo o MP, ele ficou privado de liberdade por pelo menos uma hora e meia.

Documentos da investigação demonstraram que Renato, após o episódio, tinha fraturas, queimaduras e lesões extensas.

“A acusação foi apresentada com base em elementos concretos colhidos ao longo da investigação, os quais apontam de forma consistente para a materialidade do crime e os indícios de autoria. O pedido de prisão, por sua vez, visa garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal, diante da gravidade dos fatos imputados ao acusado”, afirmou o advogado Rodrigo Castanheira, que representa Renato.

MC Poze do Rodo acusa ex-empresário de roubo

Foram denunciados pelo MP por tortura e extorsão mediante sequestro: Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, Fábio Gean Ferreira da Silva, Leonardo da Silva de Melo, Matheus Ferreira de Castilhos, Maurício dos Santos da Silva, Rafael Souza de Andrade, e Richard Matheus da Silva Sophia.

Foram denunciados por falso testemunho: Rodrigo da Silva, Eric José Fernandes da Silva e Ronnie de Souza.

Em outro inquérito, o artista também é investigado por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico de drogas. Ele chegou a ficar preso por 5 dias em junho, mas foi solto mediante o cumprimento de medidas cautelares.

O QUE DIZ A DEFESA DE POZE

Em nota, o advogado Fernando Henrique Cardoso, responsável pela defesa do MC Poze, afirmou que o pedido de prisão não tem fundamento. Segundo ele, o artista vem cumprindo todas as medidas cautelares impostas pela Justiça.

“Desde o início dessa investigação, tanto o Ministério Público como o Poder Judiciário entenderam ser desnecessária qualquer decretação de prisão. Aplicaram, desde então, medidas cautelares que vêm sendo respeitadas e seguidas perfeitamente, nos últimos 30 meses, sem qualquer descumprimento.

O pedido, feito pela delegacia e por outro promotor, frise-se, 30 meses depois de fiel cumprimento das cautelares, não tem fundamentos concretos tampouco contemporâneos.

Marlon segue respeitando toda e qualquer decisão do Poder Judiciário e, no processo, provará sua inocência”, dizia a nota assinada por Fernando Henrique Cardoso.

Mais lidas