‘Criança não tem como se defender’, diz pai sobre funcionária suspeita de agredir alunos em creche de Avaré
A Polícia está investigando o caso e a mulher foi afastada do cargo. Aproximadamente sete crianças, entre um ano e um ano e meio, foram vítimas de agressões enquanto estavam na creche.
A situação ocorreu em um centro de educação infantil no bairro Vila Martins II, e pais de crianças que foram agredidas pela funcionária de uma creche municipal em Avaré (SP) relataram preocupação com os filhos após a repercussão do caso. Uma reunião entre a Secretaria de Educação e os pais foi realizada nesta quarta-feira (30).
Cristiano Santana Fernandes, pai de um bebê de um ano, percebeu mudanças no comportamento de seu filho há cerca de um mês. A criança chorava sempre que via a auxiliar responsável por cuidar dela em tempo integral. “Criança não tem como se defender”, afirmou o pai.
Inicialmente, o pai pensou que a criança estivesse estranhando a falta de afinidade com a funcionária. “Mas, duas vezes seguidas e aí a gente vir buscar a criança, sentia que ela estava chorando, não estava legal, a gente fica com um certo receio”, descreveu o pai.
Durante a reunião, o secretário de Educação César Augusto de Oliveira pediu aos pais que notarem qualquer mudança de comportamento nos filhos que procurem a polícia para registrar a denúncia. Ele também garantiu que a Prefeitura está oferecendo apoio psicológico e jurídico às famílias.
Outra medida anunciada pela Secretaria de Educação é a instalação de uma central de monitoramento em tempo real na unidade. Atualmente, o sistema de câmeras armazena as imagens em uma central externa, sem possibilidade de acompanhamento ao vivo.
Após os casos recorrentes, os pais relataram à Secretaria Municipal de Educação e, em seguida, o secretário pediu à escola imagens das câmeras da sala do berçário, que agora estão com a polícia. A Prefeitura de Avaré informou que a auxiliar foi afastada do cargo assim que foi constatado o problema, após a orientação da Procuradoria Geral do município. Além disso, foi possível colher indícios através das câmeras de segurança, em que, essa denúncia também envolve outras crianças da sala.
Ao DE, a Delegacia Seccional de Avaré confirmou que o caso está sendo investigado, mas segue sob segredo de Justiça. É um momento delicado para as famílias envolvidas e para a comunidade de Avaré, que espera por uma resolução justa e eficiente deste episódio lamentável.


