Referências do Corinthians pedem melhorias no calendário feminino: “Temos 12
meses no ano”
Tamires e Gabi Zanotti elogiam evolução da modalidade, mas cobram melhores
condições
Corinthians 4 x 2 Cruzeiro | Gols | 15ª Rodada | Brasileirão feminino 2025
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Corinthians 4 x 2 Cruzeiro | Gols | 15ª Rodada | Brasileirão feminino 2025
Com muitas viagens e três campeonatos simultâneos, o Corinthians Feminino se
prepara para uma grande sequência na temporada. Tamires e Gabi Zanotti,
referências do elenco alvinegro, trouxeram uma nova perspectiva sobre o
crescimento da modalidade.
Para esse ano de 2025, o Timão já participou da Supercopa – finalizando com o
vice-campeonato – e ainda tem pela frente grandes disputas: mata-mata do
Brasileirão, Paulistão (acontecendo desde março), terceira fase da Copa do
Brasil e Libertadores.
– Tivemos uma evolução significativa na modalidade nos últimos anos, acredito
que por conta de visibilidade e profissionalismo também de quem está por trás do
futebol feminino. Ainda precisamos de um calendário melhor elaborado – disse
Zanotti ao ge.
O Corinthians está disputando todas as competições e, na temporada passada,
nosso último jogo foi no final de novembro para voltarmos em março. Um período
muito longo sem competição. Não adianta o calendário cheio se não é bem
elaborado, temos 12 meses no ano
— Gabi Zanotti
Gabi Zanotti e Tamires comemorando juntas em 2021 — Foto: Divulgação/X
Até o dia 15 de agosto, data que marca o retorno das quartas de final do
Brasileiro Feminino, o Corinthians enfrentará grandes distâncias. O clube
enfrenta o Palmeiras pelo Campeonato Paulista no próximo dia 3, desfalcado por
conta da Copa América que termina no dia anterior.
Depois, viaja para Belo Horizonte, em Minas Gerais, para duelar em jogo
eliminatório contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil, volta e viaja para Aracaju,
em Sergipe, para o jogo de ida contra o Bahia e finaliza a sequência indo para
Araraquara no clássico contra a Ferroviária pelo estadual.
– Hoje, está acontecendo essa questão do calendário, mas outro dia é um novo
problema. A resposta é sempre “não tem o que ser feito”, precisamos repensar
algumas coisas. Fica para as atletas cobrarem todas as vezes de ter uma mudança.
Podemos evitar situações dessa forma para esse segundo semestre e, no próximo
ano, pensar realmente na estrutura do campeonato, no calendário, estádios, tudo
de uma forma adequada. Estamos há menos de dois anos de uma Copa do mundo no
nosso país, é algo relevante – opinou Tamires.
– Queremos ter cada vez mais calendário, mas vamos fazer de uma forma justa,
sabe? Não tem condições pegarmos um ônibus e fazer uma viagem de 8 a 9 horas um
dia antes da disputa da Copa do Brasil contra o Cruzeiro. Isso depois de ter
jogado um clássico e indo para um campeonato que é um jogo, se perder está fora.
Infelizmente, vem acontecendo – completou.
Veja os dois gols de Jhonson contra o Bahia no Brasileirão Feminino [https://s02.video.glbimg.com/x240/13568813.jpg]
FUTEBOL FEMININO FORA DOS GRANDES PALCOS
Por conta da NFL no Brasil, o Corinthians não poderá mandar a partida de volta
do Campeonato Brasileiro Feminino na Neo Química Arena. O Timão estuda a
utilização do Pacaembu para o jogo que acontece no próximo dia 15.
Recentemente, o Bahia definiu o palco do confronto de ida no Batistão, em
Aracaju, Sergipe. Com isso e sem a arena corintiana, apenas Ferroviária e São
Paulo mandaram os jogos nos estádios em que a equipe masculina também atua; na
Fonte Luminosa e no Morumbi.
– Esse episódio do Bahia, em uma fase tão importante da competição e inédita,
não conseguir mandar o jogo dentro do seu estado, pra mim, é inadmissível. Acho
que não deveria ser aceito. Se queremos realmente melhorar, não pode acontecer –
afirmou a camisa 10 do Corinthians, Gabi.
Torcida do Corinthians na final do Brasileirão Feminino — Foto: Marcos Ribolli
– É uma falta de respeito com o nosso torcedor. O jogo contra o Bahia já estava
marcado. E quem comprou passagem? Quem arca com esses custos? Se o torcedor
quiser se programar, consegue pegar o calendário do futebol masculino e assistir
a 30ª rodada. Infelizmente, o futebol feminino muda a cada sete dias o local,
horário do jogo… isso é uma falta de respeito com quem está sempre
acompanhando – continuou.
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