Sangrador de seringueira que abandonou sonho de ser peão na infância cria museu do rodeio no interior de SP
Lucas Gaudino Duarte, de 39 anos, é morador de Palestina (SP). Além da atividade no seringal, ele trabalha com cutelaria e decidiu usar o barracão de seu sítio para criar o museu.
“Desde pequeno, eu sempre gostei.” É assim que um sangrador de seringueira define o rodeio em sua vida. O amor pelas montarias é tão grande que ele decidiu criar um museu com fotos e peças únicas de peões em sua propriedade rural, localizada em Palestina (SP).
Lucas Gaudino Duarte, de 39 anos, teve o primeiro contato com a arena ainda na infância, quando começou a montar após ser estimulado pela família. Entretanto, na fase adulta, uma queda durante os treinamentos o fez desistir do sonho de ser competidor profissional.
O medo de sofrer outro acidente o levou para outros caminhos, mas não foi capaz de fazer com que ele deixasse de acompanhar as festas de boiadeiro e as importantes competições que ocorrem em várias partes do Brasil. Muito pelo contrário: o fez se tornar cada vez mais próximo do mundo do agronegócio.
Foi justamente por conta dessa paixão que, em 2006, já na fase adulta, Duarte resolveu vencer os próprios temores e subir em cima de um touro novamente. Além da atividade no seringal, Lucas trabalha com cutelaria. Ele usa o barracão de seu sítio para fazer facas personalizadas e conseguir mais uma fonte de renda.
Hoje, menos de um ano após a ideia inicial, ele tem um museu com pelo menos 900 imagens expostas. São registros de eventos importantes e de personalidades do rodeio, desde as mais conhecidas às menos populares.Entre eles, estão os mais premiados em provas: Fabricio Alves, que já conquistou 42 carros, 41 motos e sete caminhonetes; Rogerio Ferreira, que acumulou 47 carros, 48 motos e quatro caminhonetes; e Vilmar Felipe, que somou 26 carros, 27 motos e uma caminhonete.
O barracão, de 81 metros, tornou-se um espaço onde Lucas passou a receber visitantes e simpatizantes do rodeio. Além das fotos, Lucas tem uma série de objetos importantes, como troféus, fivelas, capacetes, esporas, coletes, luvas, botas e rédeas: a tralha completa de um peão.
Duarte também fez um ranking entre os mais premiados e, agora, pretende usar todos os dados que conseguiu para criar uma conta nas redes sociais e difundir informações.Veja mais notícias da região no DE DE e DE.


