Universidade do Envelhecer: Formatura de curso gratuito forma 86 alunos em Gerontologia, promovendo o envelhecimento ativo. Inscrições abertas!

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De volta à sala de aula: projeto da UnB forma 86 alunos em curso que ensina a envelhecer com propósito

Formatura será nesta sexta. Curso gratuito de extensão tem duração de dois anos;
inscrições para novas turmas estão abertas para alunos com 45 anos ou mais.

Universidade do Envelhecer: curso da UnB está com inscrições abertas até 17 de
agosto

Universidade do Envelhecer: curso da UnB está com inscrições abertas até 17 de
agosto

Aos 53, 63, 71 anos… O que motiva alguém a voltar para a sala de aula? No
Distrito Federal, dezenas de pessoas escolheram aprender a envelhecer e
descobriram, nesse processo, novas formas de viver essa etapa da vida.

Nesta sexta-feira (1º), a DE de Brasília (UnB) certifica 86 alunos no
curso de extensão em Educador Político Social em Gerontologia, promovido pela
Universidade do Envelhecer (UniSER).

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🔍 Educador Político Social em Gerontologia é uma formação voltada para promover
o envelhecimento ativo e fortalecer a participação social de pessoas idosas.

O curso gratuito tem duração de dois anos, com aulas diárias e temas diversos
como autocuidado, direitos e cidadania, artes, línguas e movimento. Mais do que
conteúdo, a UniSER é definida pelos alunos e professores espaço de troca,
pertencimento e transformação.

> “Na velhice, falta propósito de vida. As pessoas precisam aprender a
> envelhecer, como adolescentes aprendem a crescer, e no curso elas aprendem
> isso. A formatura vem como uma forma de inspirar os netos, os filhos”, diz
> Margô Karnikowski, coordenadora do programa.

Com sede na UnB e presente em 12 regiões administrativas do DF, a UniSER
completou 10 anos em 2025. O curso está com inscrições abertas para novas turmas
em sete regiões do DF até o próximo dia 17.

> “No DF, nós vamos ter uma população cada vez mais envelhecida. A ideia é
> aproveitar as possibilidades da velhice — e não apenas lidar com as perdas,
> principalmente as biológicas. Temos discutido as potencialidades de sermos a
> capital sênior”, afirma Margô.

VELHICE ATIVA E AFETIVA

1 de 2 Inez Castro e colegas de turma em convite de formatura. — Foto: Arquivo
Pessoal

Inez Castro e colegas de turma em convite de formatura. — Foto: Arquivo Pessoal

Aos 63 anos, Inez Castro é uma das formandas desta sexta. Para ela, a beca e o
canudo de formatura simbolizam motivação e recomeço.

Bancária aposentada e formada em administração, ela já considera fazer uma
pós-graduação em Gerontologia.

> “No curso, a gente passa a ver a velhice como uma etapa da vida, e não como o
> fim. Uma etapa que pode ser vivida de forma prazerosa e ativa”, disse ao DE.

Além do aprendizado teórico, Inez reforça a importância do convívio social na
saúde e no bem-estar dos colegas. “Isso ajuda a melhorar ou até adiar condições
debilitantes. Com o grupo, a gente fica mais disposto.”

Para ela, a grande lição do curso é que nunca é tarde para buscar um novo
propósito. E que a terceira idade também pode ser uma fase prazerosa.

LIDAR, CUIDAR E TRANSFORMAR

2 de 2 Cidinha (à esquerda) e colegas (à direita). — Foto: Arquivo Pessoal

Cidinha (à esquerda) e colegas (à direita). — Foto: Arquivo Pessoal

A iniciativa é voltada para pessoas idosas, mas também aceita candidatos a
partir dos 45 anos. Uma das formandas deste semestre é Maria Aparecida da Cunha
Paniago, a Cidinha, de 53 anos. Formada em Letras, ela viu no curso a chance de
retomar os estudos.

> “O curso é uma bênção para quem é da terceira idade. Mas o mais bonito é que
> ele começa a aceitar pessoas a partir dos 45. Não é só para a gente se
> entender como pessoa idosa, mas para continuar lidando com o idoso, cuidar e
> transformar”, afirma.

A turma dela começou com cerca de 55 alunos e 42 foram até o fim. Para Cidinha,
a experiência foi marcante não apenas pelo aprendizado, mas também pelas
amizades que fez.

Ela conta que está ansiosa para a formatura, mas com o “coração partido” por se
despedir dos colegas.

“A nossa turma é muito unida, fizemos muitos passeios, muita coisa boa. Viramos
uma família.”

UM NOVO CAPÍTULO 50 ANOS DEPOIS

Maria Elizabeth Malaquias Ferreira, de 71 anos, começou o curso este ano e não
estará na formatura desta sexta, mas também tem planos promissores. Formada em
Direito, ela se aposentou após 21 anos de carreira e decidiu revisitar um sonho
antigo: ser professora de literatura.

> “Quando adolescente, quis fazer Letras, mas meu pai não deixou. Agora, 50 anos
> depois, vou cursar Letras pela UnB. Quero aprender técnicas para influenciar
> crianças pela leitura. Sempre gostei de ler, e quero levar isso para outras
> realidades”, conta.

Maria Elizabeth foi aprovada no vestibular 60+ da UnB e começa as aulas no
segundo semestre. Para ela, a UniSER preencheu espaços que ela já não se
lembrava.

“A gente se dedica ao trabalho, à casa, à família, e esquece da nossa evolução.
O curso me ajudou a conviver com iguais, a me sentir acolhida. Eu ainda posso
contribuir muito com a sociedade”, conclui.

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